sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Uma cadeia humana para resgatar as vítimas  do Sismo em Itália

É verdade que as autoridades pedem aos voluntários que prestem, sobretudo, um apoio de retaguarda — recolha e distribuição de comida, montagem de tendas ou ajuda aos feridos –, mas o papel dos voluntários tem sido fulcral em momentos de grande necessidade, onde os bombeiros não conseguem chegar. Um dos exemplos é o de uma cadeia humana de voluntários, em Amatrice, para retirar os feridos em segurança dos escombros:


Mas também a história que está a comover Itália teve mãos voluntárias. Giorgia, uma criança de dez anos que passou mais de 17 horas debaixo dos escombros da sua casa, foi resgatada na noite de quarta-feira por um conjunto de bombeiros e voluntários. Após os cães farejadores terem apontado sinais de vida no local onde se encontrava o quarto de Giorgia, bombeiros e voluntários começaram a escavar. Nas imagens, é possível ver, lado a lado com os agentes da proteção civil, várias pessoas, com capacetes de mota, a fazer o que podem.

No momento do resgate, um dos voluntários no local garantiu à agência Ansa: “Continuaremos enquanto não tivermos encontrado todos os desaparecidos”. A motivação não se abate nem nos piores momentos. É que ao lado de Giorgia estava a sua irmã, morta, retirada já sem vida por um voluntário que apoiava os bombeiros. “Estava deitada ao lado dela. Não havia, infelizmente, nada a fazer”, disse um voluntário, emocionado.



As autoridades estão a apelar à ajuda de voluntários em várias frentes. O primeiro passo, escreve o La Repubblica, é doar sangue, ajudar as mulheres grávidas e doar dinheiro ou bens. Mas as ideias voluntárias estão a ir muito além disso. A organização Save the Children está a preparar um espaço para crianças em Amatrice, para receber as crianças desalojadas e cuidar delas num local seguro. E quem trata delas são voluntários.

Fonte:Observador

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